{"id":3138,"date":"2020-12-14T18:20:52","date_gmt":"2020-12-14T18:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.graphn.com.br\/amaralefazla\/clt-nao-se-aplica-a-trabalhador-brasileiro-em-navio-estrangeiro\/"},"modified":"2020-12-14T18:20:52","modified_gmt":"2020-12-14T18:20:52","slug":"clt-nao-se-aplica-a-trabalhador-brasileiro-em-navio-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amaralfazla.com.br\/site\/clt-nao-se-aplica-a-trabalhador-brasileiro-em-navio-estrangeiro\/","title":{"rendered":"CLT n\u00e3o se aplica a trabalhador brasileiro em navio estrangeiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os trabalhadores brasileiros que atuam em embarca\u00e7\u00f5es de bandeira estrangeira n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista nacional, ainda que tenham sido contratados no Brasil e atuado na costa brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse entendimento, a\u00a03\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 12\u00aa Regi\u00e3o (SC), negou recurso de uma catarinense que trabalhou como tripulante de um cruzeiro de bandeira italiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o per\u00edodo de contrato, o navio percorreu diversos pontos tur\u00edsticos do Brasil, Espanha e It\u00e1lia. Insatisfeita com os termos da rescis\u00e3o, a trabalhadora alegou que havia sido contratada e tamb\u00e9m trabalhado no territ\u00f3rio nacional, merecendo assim a prote\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o brasileira, que lhe seria mais ben\u00e9fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 1\u00aa Vara do Trabalho de S\u00e3o Jos\u00e9 n\u00e3o acolheu o argumento e extinguiu o processo sem julgamento de m\u00e9rito.\u00a0Ao esclarecer\u00a0sua decis\u00e3o, o juiz Jony Poeta afirmou que, por for\u00e7a de tratados internacionais ratificados pelo Brasil, a lei aplic\u00e1vel \u00e0 tripula\u00e7\u00e3o \u00e9 a norma do pa\u00eds da embarca\u00e7\u00e3o, dispositivo conhecido como &#8220;Lei do Pavilh\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O julgador explicou que a medida busca evitar a sobreposi\u00e7\u00e3o de normas e garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica de trabalhadores e empresas, j\u00e1 que os cruzeiros contam com tripulantes de todo o mundo e percorrem diversos pa\u00edses e \u00e1guas internacionais. De acordo com o juiz, essa situa\u00e7\u00e3o inviabiliza a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da norma mais ben\u00e9fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Entendimento contr\u00e1rio acarretaria uma s\u00e9rie de conflitos de leis no espa\u00e7o. No limite, deveriam ser analisadas as regras de todos os pa\u00edses pelos quais o cruzeiro navegou, gerando instabilidade na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e em preju\u00edzo de ambas as partes e de toda a atividade econ\u00f4mica&#8221;, ponderou Jony Poeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na\u00a03\u00aa C\u00e2mara do TRT-SC a decis\u00e3o foi mantida por maioria de votos.\u00a0&#8220;Tratando-se de trabalhadora brasileira contratada para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os no exterior, a bordo de navios com bandeira italiana, n\u00e3o resta aplic\u00e1vel a legisla\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, destacou o desembargador-relator Nivaldo Stankiewicz, ressaltando que o entendimento vem sendo aplicado\u00a0de forma reiterada pelo regional.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o social do TRT-SC.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: ConJur (https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-dez-13\/clt-nao-aplica-trabalhador-brasileiro-navio-estrangeiro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os trabalhadores brasileiros que atuam em embarca\u00e7\u00f5es de bandeira estrangeira n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista nacional, ainda que tenham sido contratados no Brasil e atuado na costa brasileira. 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