{"id":3118,"date":"2020-10-29T17:57:43","date_gmt":"2020-10-29T17:57:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.graphn.com.br\/amaralefazla\/e-abusivo-construtora-negar-liquidacao-de-contrato-e-promover-leilao-extrajudicial\/"},"modified":"2020-10-29T17:57:43","modified_gmt":"2020-10-29T17:57:43","slug":"e-abusivo-construtora-negar-liquidacao-de-contrato-e-promover-leilao-extrajudicial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amaralfazla.com.br\/site\/e-abusivo-construtora-negar-liquidacao-de-contrato-e-promover-leilao-extrajudicial\/","title":{"rendered":"\u00c9 abusivo construtora negar liquida\u00e7\u00e3o de contrato e promover leil\u00e3o extrajudicial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O TJ\/SP reputou abusiva conduta de construtora que considerou contrato de compra e venda de im\u00f3vel como se ainda estivesse em execu\u00e7\u00e3o, promovendo leil\u00e3o extrajudicial, quando na verdade a adquirente havia manifestado direito de resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A construtora alegou que o contrato teria sido resolvido por superveniente inadimplemento da compradora, inexistindo saldo a ser restitu\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o ju\u00edzo de 1\u00ba grau julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o promovida pela consumidora, condenando a construtora \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o integral dos valores pagos, exceto comiss\u00e3o de corretagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Inequ\u00edvoca vontade&#8221;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na an\u00e1lise do caso, o desembargador En\u00e9as Costa Garcia, relator dos recursos das partes, observou ser incontroverso que a r\u00e9 n\u00e3o cumpriu o contrato no prazo ajustado, pois a obra deveria ter sido conclu\u00edda em novembro\/2015 e com a cl\u00e1usula de toler\u00e2ncia o prazo fatal seria maio\/2016, mas o habite-se s\u00f3 foi obtido em dezembro de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o relator, a construtora n\u00e3o acatou o pedido da autora de desfazimento do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<em>A postura da requerida, mantendo o contrato para posteriormente demandar execu\u00e7\u00e3o extrajudicial, constitui comportamento abusivo e contr\u00e1rio \u00e0 boa-f\u00e9.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pergunta-se: tendo a autora manifestado inten\u00e7\u00e3o de resolver o contrato, o que motivou a r\u00e9 a fornecer o documento-modelo do pedido de distrato, o qual foi enviado ainda antes de a r\u00e9 concluir o cumprimento de sua obriga\u00e7\u00e3o, por que a requerida n\u00e3o deu o contrato por resolvido, ainda que por culpa da compradora, e liquidou desde logo o neg\u00f3cio, aplicando as reten\u00e7\u00f5es que a seu ver seriam devidas, devolvendo o saldo do valor pago?<\/em>&#8220;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o julgador, ficou comprovada nos autos a inequ\u00edvoca vontade da autora, tendo inclusive observado o procedimento exigido pela construtora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<em>Na pior das hip\u00f3teses a autora faria jus \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos com reten\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o datada de outubro\/2016, n\u00e3o se justificando que a r\u00e9 desse prosseguimento ao contrato para posteriormente demandar liquida\u00e7\u00e3o por leil\u00e3o extrajudicial.<\/em>&#8220;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Extinguindo o contrato por fato imput\u00e1vel \u00e0 requerida, a 1\u00aa c\u00e2mara de Direito Privado manteve o dever de restitui\u00e7\u00e3o de 100% dos valores pagos pela autora. O colegiado ainda reformou parcialmente a senten\u00e7a quanto aos honor\u00e1rios advocat\u00edcios fixados por equidade, pois a causa possui &#8220;condena\u00e7\u00e3o bem delineada&#8221;, aplicando-se a regra do art. 85, \u00a72\u00ba do CPC, com incid\u00eancia dos honor\u00e1rios sobre o montante da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Processo:\u00a0<a href=\"https:\/\/esaj.tjsp.jus.br\/cposg\/search.do;jsessionid=3E27E9EC82C286E0B4A9C258D0D139F7.cposg5?conversationId=&amp;paginaConsulta=1&amp;localPesquisa.cdLocal=-1&amp;cbPesquisa=NUMPROC&amp;tipoNuProcesso=UNIFICADO&amp;numeroDigitoAnoUnificado=1003666-59.2018&amp;foroNumeroUnificado=0002&amp;dePesquisaNuUnificado=1003666-59.2018.8.26.0002&amp;dePesquisa=&amp;uuidCaptcha=sajcaptcha_9187bc57b88f44c78138ed06c608b1d7&amp;g-recaptcha-response=03AGdBq2598iwzI_JM5klBP-m95cftKMFPsccSB7K-4by6Qguu8D9KRkA937CGH1xGAraJdtVlTUcexWildU0FyiXQQlDNnrC7FdOiWJfRFrhbMG1r30bVa29Yl3C9t1XvK9-oU0JoDzCHE9Y8LcFHLwyuOHTBJV1mOTYV10H0TZ9QA9zeh18EUuRpR37iRdojsl_RrcPdoY6-Jqh0w-VI_KJx9Hs0DSohcu-gtW-coC3Upb4nRYXLIJeIA5PGwe_OzmY_NJbPzkCwYXx9qsTTTmcGDq-RYY_dDKM0Qosgekyo6XBJXWAUIzv3LuwC5qR5atSTYDV0Dy-cEHgcMjq5j0Gs2ijcSrHS1IIwSeqTgaUtqgW6_0vuxIkBfTk2VR_vQmdgXqEdpj6bzD08APKopsCFUwwkeJe4hFBkm4ZMkDZw1MdUVxsvY48rlrON924aevISBurnwej3#?cdDocumento=14\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">1003666-59.2018.8.26.0002<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.migalhas.uol.com.br\/arquivos\/2020\/10\/569F389420F417_decisao.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ac\u00f3rd\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Migalhas (https:\/\/migalhas.uol.com.br\/quentes\/335696\/e-abusivo-construtora-negar-liquidacao-de-contrato-e-promover-leilao-extrajudicial)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O TJ\/SP reputou abusiva conduta de construtora que considerou contrato de compra e venda de im\u00f3vel como se ainda estivesse em execu\u00e7\u00e3o, promovendo leil\u00e3o extrajudicial, quando na verdade a adquirente havia manifestado direito de resolu\u00e7\u00e3o. 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